Era alta, baixa, gorda, magra.
Não tinha dia preferido, nem forma definida.
Havia tantas delas dentro do armário
E nenhuma era ela.
Sem elas, ela deixaria de existir
Com elas, não passava de mais uma
Uma dividida em várias
Chegara então a hora de escolher
Quem queria ser?
quarta-feira, dezembro 19, 2012
O mundo é imenso e não conseguiríamos ocupar todos os espaços vazios ainda que desejássemos isso, muitas vezes.
Pessoas são injustas, a grande maioria má.
Egoístas.
"Somente não confie nas pessoas" Ele disse.
Não aceito,
Não entendo,
Desejar o bem nos traz o bem.
Fazer o bem, nos faz bem.
Vamos nos preocupar mais em ser o bem, para nós, para alguém.
Ser o lado bom do mundo.
Se o que você tem é bom, nice!
Mas, o que eu tenho é melhor porque é meu.
Inveja para que?
Não consigo entender, não dá.
Mais sorrisos, mais abraços, mais amor.
Por favor.
"Somente não confie nas pessoas" Ele disse.
Pode me chamar de idiota agora,
Porque sempre vou confiar, vou acreditar.
E mais que isso, sempre... sempre... sempre
VOU ME FERRAR. '-'
Agora podemos voltar a falar do Oscar Niemeyer?
Pessoas são injustas, a grande maioria má.
Egoístas.
"Somente não confie nas pessoas" Ele disse.
Não aceito,
Não entendo,
Desejar o bem nos traz o bem.
Fazer o bem, nos faz bem.
Vamos nos preocupar mais em ser o bem, para nós, para alguém.
Ser o lado bom do mundo.
Se o que você tem é bom, nice!
Mas, o que eu tenho é melhor porque é meu.
Inveja para que?
Não consigo entender, não dá.
Mais sorrisos, mais abraços, mais amor.
Por favor.
"Somente não confie nas pessoas" Ele disse.
Pode me chamar de idiota agora,
Porque sempre vou confiar, vou acreditar.
E mais que isso, sempre... sempre... sempre
VOU ME FERRAR. '-'
Agora podemos voltar a falar do Oscar Niemeyer?
Crianças não mentem.
Conversa com o Matheusinho:
Hora do almoço, estou concentrada assistindo TV na sala, Alexandra diz:
-O que você tem?
-Eu? Nada.
Alexandra volta para a cozinha.
Matheusinho, cinco anos, brinca de montar legos no sofá.
De repente:
-Eu sei o que você tem, titia!
-Sabe? "Lá vem ele.. - pensei- vamos ver até onde isso chega"
-Sei.
-O que a tia tem?
-Você não tem o tio Vitor...
-Como assim? -segurando a gargalhada.
-Você está quietinha porque o tio Vitor não está aqui.
-Deixa ver se entendi, Theo, por acaso está com saudade do tio Vi?
-Não é isso, é que ele não está aqui e você fica quietinha quando ele não vem.
Silêncio...
-Matheus, você gosta do tio Vitor?
-Ah, tia agora não importa.
-Deixa de ser chato coisinha, gosta ou não dele?
-Eu respondo mas, responde você primeiro: se eu disser que gosto ele volta?
-engole seco-
-O tio vitor não vem mais, amor.
-Então não preciso dizer se gosto ou não. Tô com sede. Você quer aguá titia?
-Não.. obrigada, amor.
-Se fosse o tio Vitor você ia querer.. eu sei!
E ele corre pela casa, até a cozinha...
Hora do almoço, estou concentrada assistindo TV na sala, Alexandra diz:
-O que você tem?
-Eu? Nada.
Alexandra volta para a cozinha.
Matheusinho, cinco anos, brinca de montar legos no sofá.
De repente:
-Eu sei o que você tem, titia!
-Sabe? "Lá vem ele.. - pensei- vamos ver até onde isso chega"
-Sei.
-O que a tia tem?
-Você não tem o tio Vitor...
-Como assim? -segurando a gargalhada.
-Você está quietinha porque o tio Vitor não está aqui.
-Deixa ver se entendi, Theo, por acaso está com saudade do tio Vi?
-Não é isso, é que ele não está aqui e você fica quietinha quando ele não vem.
Silêncio...
-Matheus, você gosta do tio Vitor?
-Ah, tia agora não importa.
-Deixa de ser chato coisinha, gosta ou não dele?
-Eu respondo mas, responde você primeiro: se eu disser que gosto ele volta?
-engole seco-
-O tio vitor não vem mais, amor.
-Então não preciso dizer se gosto ou não. Tô com sede. Você quer aguá titia?
-Não.. obrigada, amor.
-Se fosse o tio Vitor você ia querer.. eu sei!
E ele corre pela casa, até a cozinha...
Motivos?
-Vou sair. Disse a voz no celular.
-Voltará cedo?
-Em uma hora e meia. Ele disse firme.
-São 18h30, uma hora e meia é suficiente?
"Por que me sentia insegura se há tempos que ele mostra sinal de fidelidade? Fidelidade? Não. Esse nunca foi o problema, os vícios dele é que tiravam minha paz. Minha segurança.
Ao longo dos meses, tivemos uma relação consistente, haviam brigas por coisas simples como a toalha sobre a cama que eu, distraídamente, tinha o hábito de esquecer. Brigamos as vezes pelo almoço:
-Bacon. Eu dizia.
-Salada. Ele exigia.
-Não posso sobreviver somente com folhas...
-E se só comer gordura não vai sobreviver a nada...
-Aé? Desafiei.
-É.
-Então cozinhe você.
E ele sorria vitorioso.
Eu sempre dava as costas, isso me irritava.
Ele não reclamou, um dia sequer. Então me abraçava, mordia delicadamente meus lábios enquanto suas mãos acariciavam minha nunca ou brincavam com meus dedos. As vezes um mecha de cabelo tentava atrapalhar o momento, e ele não deixava. Afastava o cabelo, e me olhava nos olhos... enxergava minha alma.
E essa certeza ele sempre teve.
Possuía minha alma.
- Uma hora e meia seria suficiente para quê? Onde imagina que irei?
-Não sei, talvez...encontrar seus amigos. Sugeri.
-Exatamente. Será uma reunião rápida.
-Sei.
-Eu prometo.
Por trás dos óculos seus olhos brilhavam pretensiosamente.
De certo, a reunião rápida não me agravada. Eu confio nele no entanto, não confio em seus 'amigos' se é que posso chamar assim.
Com o tempo entendi que não era dele que desconfiava. Era de mim mesma, esse medo de ser incompleta e que ele procurasse se preencher de outras formas ou com outras. Me amedrontava.
O que eu podia fazer além do que já fazia?
20h00 no relógio da sala e os sons da chave na porta.
Deitada no sofá, fechei os olhos e fingi dormir.
Ele riu.
Beijou minha testa e disse:
-Eu te amo. E... você fica linda fingindo que dorme.
Era um idiota.
E sim, eu o amava por isso também.
-Voltará cedo?
-Em uma hora e meia. Ele disse firme.
-São 18h30, uma hora e meia é suficiente?
"Por que me sentia insegura se há tempos que ele mostra sinal de fidelidade? Fidelidade? Não. Esse nunca foi o problema, os vícios dele é que tiravam minha paz. Minha segurança.
Ao longo dos meses, tivemos uma relação consistente, haviam brigas por coisas simples como a toalha sobre a cama que eu, distraídamente, tinha o hábito de esquecer. Brigamos as vezes pelo almoço:
-Bacon. Eu dizia.
-Salada. Ele exigia.
-Não posso sobreviver somente com folhas...
-E se só comer gordura não vai sobreviver a nada...
-Aé? Desafiei.
-É.
-Então cozinhe você.
E ele sorria vitorioso.
Eu sempre dava as costas, isso me irritava.
Ele não reclamou, um dia sequer. Então me abraçava, mordia delicadamente meus lábios enquanto suas mãos acariciavam minha nunca ou brincavam com meus dedos. As vezes um mecha de cabelo tentava atrapalhar o momento, e ele não deixava. Afastava o cabelo, e me olhava nos olhos... enxergava minha alma.
E essa certeza ele sempre teve.
Possuía minha alma.
- Uma hora e meia seria suficiente para quê? Onde imagina que irei?
-Não sei, talvez...encontrar seus amigos. Sugeri.
-Exatamente. Será uma reunião rápida.
-Sei.
-Eu prometo.
Por trás dos óculos seus olhos brilhavam pretensiosamente.
De certo, a reunião rápida não me agravada. Eu confio nele no entanto, não confio em seus 'amigos' se é que posso chamar assim.
Com o tempo entendi que não era dele que desconfiava. Era de mim mesma, esse medo de ser incompleta e que ele procurasse se preencher de outras formas ou com outras. Me amedrontava.
O que eu podia fazer além do que já fazia?
20h00 no relógio da sala e os sons da chave na porta.
Deitada no sofá, fechei os olhos e fingi dormir.
Ele riu.
Beijou minha testa e disse:
-Eu te amo. E... você fica linda fingindo que dorme.
Era um idiota.
E sim, eu o amava por isso também.
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